Boavista ganha 30 dias após tribunal travar fecho
O Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia suspendeu esta terça-feira o encerramento da atividade do Boavista por 30 dias, travando a paragem prevista para 31 de outubro. A decisão surge na sequência de um requerimento conjunto apresentado pela direção axadrezada e por credores que somam mais de metade dos créditos reconhecidos no processo de insolvência, sem oposição da administradora judicial.
Para manter as portas abertas até ao fim de novembro, os axadrezados enfrentam exigências financeiras imediatas: o clube tem de depositar até 8 de novembro, na conta da massa insolvente, o valor integral estimado para as despesas correntes do mês e juntar o comprovativo aos autos até 10 de novembro. Se falhares este pagamento ou se surgirem novas dívidas sobre a massa, a autorização cai de forma automática e imediata, permitindo o encerramento das instalações sem nova ordem judicial.
O pedido conjunto partiu do Boavista e de credores como a Frozenpark, a Merecida Narrativa, a Ágora e a CMPEAE, invocando razões de interesse público e a continuação das conversações para salvar a instituição. Além disso, a recente adjudicação do Estádio do Bessa e do lote 5 à Frozenpark, a maior credora, promete reduzir de forma assinalável o passivo global — inserido num buraco superior a 150 milhões de euros —, o que pode viabilizar um novo plano de recuperação após a rejeição da proposta anterior a 7 de outubro.
Em paralelo, o valor do sinal dessa alienação patrimonial já entrou na conta da massa insolvente, servindo para saldar dívidas próprias, IMI garantido à Autoridade Tributária e os 734.805,85 euros respeitantes à totalidade dos créditos laborais. O compasso de espera decorre em ambiente de contestação interna, tendo a claque Panteras Negras solicitado uma Assembleia Geral extraordinária para votar a destituição dos órgãos sociais liderados por Rui Garrido Pereira.
Baseado em: Flashscore
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do É Golo
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