La Liga há 2 meses

Thiago Silva discorda de Ancelotti na seleção brasileira: «Não se pode descartar quem tem 31, 32 ou 33 anos»

O experiente defesa-central do Fluminense, com passagem pelo FC Porto, criticou a renovação radical planeada por Carlo Ancelotti e defendeu que os veteranos em boa forma não devem ser excluídos.
Thiago Silva discorda de Ancelotti na seleção brasileira: «Não se pode descartar quem tem 31, 32 ou 33 anos»
Foto: Thiago Silva / FC Porto

Thiago Silva, antigo jogador do FC Porto e atual defesa-central do Fluminense, manifestou publicamente a sua discordância quanto à decisão de Carlo Ancelotti de promover uma reformulação profunda na seleção do Brasil. O selecionador da canarinha apontou recentemente para o fim de ciclo de veteranos com mais de 30 anos, como Neymar, Casemiro, Danilo e Alex Sandro, tendo em vista o início da preparação para o Campeonato do Mundo de 2030.

Em declarações à Rádio Tupi, após a vitória do Fluminense por 2-0 frente aos argentinos do Platense na Taça Libertadores, o internacional brasileiro de 41 anos defendeu que a idade não deve sobrepor-se ao rendimento desportivo e alertou para a exigência ímpar que recai sobre o escrete. «Quer que eu minta ou fale a verdade? Não se pode descartar quem tem 31, 32 ou 33 anos. Quase fui ao Mundial com 41. Não se pode descartar quem está a viver um bom momento. Na seleção brasileira, as coisas têm de ser feitas devagar. Não se pode tirar toda a gente e pôr novos. Tem de ser passo a passo», sublinhou.

Thiago Silva, que chegou a ser orientado pelo técnico italiano no AC Milan em 2008/09, sustentou ainda que a realidade do futebol sul-americano e das seleções nacionais impõe restrições que diferem do contexto europeu de clubes. «É muito difícil ser jogador da seleção brasileira, é muito diferente de um clube. Ele vem do futebol europeu, onde é mais fácil fazer isso. Aqui não funciona assim. É preciso mudar e obter resultados. E, se possível, jogar bem. Não gosto deste tipo de mudança. Não concordo, mas é ele quem está no comando», reforçou.

Com um currículo de 113 internacionalizações, quatro presenças em fases finais de Mundiais e conquistas como a Copa América de 2019 e a Taça das Confederações de 2013, o central mantém-se como uma das vozes mais respeitadas do futebol brasileiro, numa altura em que Ancelotti prepara a convocatória para os próximos compromissos da seleção verde e amarela.

Baseado em: A Bola Internacional

Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do É Golo

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