Aubameyang renuncia em definitivo à seleção do Gabão: «Humilhado e manchado»
Pierre-Emerick Aubameyang colocou um ponto final definitivo na sua carreira internacional ao serviço da seleção do Gabão. O avançado de 37 anos, melhor marcador de sempre das «Panteras», não escondeu a profunda mágoa provocada pelo tratamento recebido após a eliminação da equipa na Taça das Nações Africanas (CAN) de 2025, disputada em Marrocos.
Em declarações ao canal televisivo Canal+, o capitão gabonês desabafou sobre os acontecimentos recentes: «Humilharam-me e mancharam-me, quando eu até joguei a CAN lesionado. Foi a gota de água que fez transbordar o copo e prefiro parar por aqui».
A crise instalou-se no início de 2026, depois de o Gabão ter somado três derrotas na fase de grupos da competição continental (frente a Camarões, Moçambique e Costa do Marfim). Na altura, o governo do país, sob a liderança do presidente Brice Clotaire Oligui Nguema, classificou a campanha como «desonrosa» e interveio de forma drástica: dissolveu a equipa técnica liderada por Thierry Mouyouma, suspendeu a seleção por tempo indeterminado e afastou expressamente os veteranos Aubameyang e Bruno Ecuele Manga.
Embora as medidas governamentais tenham sido posteriormente revogadas para evitar sanções por parte da FIFA devido a ingerência governamental, as feridas não cicatrizaram para o avançado. Na altura do afastamento, Aubameyang já havia vincado nas redes sociais que os problemas estruturais do futebol gabonês eram «muito mais profundos» do que a sua pessoa.
O novo selecionador do Gabão, Sébastien Migné, terá assim de preparar os próximos compromissos internacionais sem a sua maior referência. A nível de clubes, Aubameyang abriu recentemente um novo capítulo na carreira ao trocar o Marselha pelo Deportivo da Corunha.
Baseado em: A Bola Internacional Foto: Sonny Vermeer / Pexels
Redigido com apoio de IA · revisto pela redacção do É Golo
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