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Elkjaer fumava e bebia, mas corria que se fartava

O avançado dinamarquês que se sagrou campeão italiano ao serviço do Hellas Verona nunca escondeu os vícios
A primeira experiência do jovem dinamarquês longe de casa foi no FC Colónia, mas as coisas nem sempre lhe correram bem. Um dia, o treinador perguntou-lhe, “disseram-me que te viram numa discoteca com uma garrafa de whisky e na companhia de uma senhora. É verdade?”. Ao que ele respondeu, “não, é mentira, porque a garrafa era de vodca e estava com duas senhoras”. Eis Elkjaer Larsen, um dos “Danish Dynamite”, a seleção dinamarquesa que encantou nos anos 80.

Quem viu Preben Elkjaer Larsen jogar vai-lhe responder com um “Eish, grande jogador”. Elkjaer era um avançado desconcertante e com uma apetência pelo golo que era uma coisa inexplicável. O ponto alto da sua carreira foi quando conquistou a Liga Italiana ao serviço do Hellas Verona em (!!!) em 1985, mas foi com as cores da seleção dinamarquesa que o avançado mais deixou a sua marca. Pergunte por ele a quem tenha visto o Euro’84 e o Mundial’86.

A verdade é que Elkjaer Larsen pouco se importava com o que lhe fazia bem ou mal. Nunca escondeu o hábito de fumar e pouco se esforçou para esconder o seu gosto por uma boa bebida. Ou duas. Quem o via jogar dizia que era o atleta mais saudável do mundo dos desportos e mais além. Corria que se fartava. E marcava golos. Muitos golos.

Deu nas vistas no Vanlose da Dinamarca e com apenas 19 anos recebeu um convite do FC Colónia, à data um dos grandes do futebol alemão. Foi dividir balneário com Harald Schumacher e Wolfgang Overath, dois históricos do pontapé na bola na Alemanha, e foi para ser treinador por Hennes Weisweiler, o alemão mais alemão que pode imaginar. Rígido, mas muito prestigiado, atenção.

Os dois andaram de candeias às avessas porque o jovem era pouco dado a regras e o experiente alemão sabia que o sucesso dependia das regras. Um dia, Weisweiler soube que Elkjaer se havia aventurado numa “saidita” à noite, dias antes de um jogo da equipa, e perguntou ao adolescente, “disseram-me que te viram numa discoteca com uma garrafa de whisky e na companhia de uma senhora. É verdade?”. Ao que ele respondeu, “não, é mentira, porque a garrafa era de vodca e estava com duas senhoras”, respondeu.

Apesar de uma primeira gargalhada, ante tamanha insolência, a verdade é que Weisweiler percebeu ali que o futuro de Elkjaer ia ser longe de Colónia. Quer dizer, acredita-se que isso tenha ficado também claro na cabeça do destrambelhado dinamarquês. O futuro passava pelo Lokeren, da Bélgica. Um clube simpático onde não iria sentir a pressão desmedida pela excelência, isso era para o Anderlecht, Club Brugge ou Standard Liège.

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